Notícias

RESULTADO DA PREMIAÇÃO DO FESTIVAL DE CINEMA DE CARUARU – QUARTA EDIÇÃO

Mostra Internacional Infanto-juvenil de curta-metragem

Melhor filme infantil: Médico de Mosntro de Gustavo Teixeira (São Paulo - SP)

Melhor filme juvenil: A Hora de Leandro Corinto (Rio de Janeiro – RJ)

 

Mostra Iberoamericana de curta-metragem

Melhor filme: 8.1 Graus de Culpa de Gibran Ramos (México)

Justificativa: Impressionante a sensibilidade para se comunicar em seis minutos dois temas aparentemente distantes, como a culpa e um terremoto. O documentário utiliza imagens e depoimentos com muita emoção e técnica. O roteirista / diretor tem domínio sobre o tema que quis comunicar.

 

Mostra Brasil de longa-metragem

Melhor pôster: Histórias Que Nosso Cinema (Não) Contava

Justificativa: O cartaz que apresenta a melhor diagramação, hierarquia de informações e legibilidade da mostra.

Melhor atriz: Giovanna Almeida do filme #ninfabebê

Melhor ator: Flávio Bauraqui do filme Homem Livre

Melhor direção de arte: Patricia Ramos do filme Homem Livre

Melhor fotografia: Fernando Lockett do filme Super Orquestra Arcoverdense De Ritmos Americanos

Melhor roteiro: Fernanda Pessoa do filme Histórias Que O Nosso Cinema (Não) Contava

Melhor direção: César Vieira, Conrado Ferrato e Rafael Crespo do filme Limpam Com Fogo

Melhor filme júri popular: Homem Livre de Alvaro Furloni (Rio de Janeiro – RJ)

Justificativa: A partir da harmonização dos efeitos de contraste entre luz e sombra, a narrativa é apresentada gradativamente, culminando numa atmosfera de suspense, corroborando para a inserção nos anseios do protagonista, imerso pela culpa e trajetória de reconstrução, mas refém de seus estigmas. Por estas razões, o júri popular concede o prêmio de melhor filme da mostra Brasil de longa-metragem À Homem Livre de Álvaro Furloni.

Melhor filme: Limpam Com Fogo de César Vieira, Conrado Ferrato e Rafael Crespo (São Paulo – SP)

Justificativa: O filme traz um debate atual sobre a especulação imobiliária no país, combina depoimentos técnicos e críticos de urbanistas, jornalistas, confronta políticos e emociona nas falas das pessoas envolvidas. Possui um valoroso trabalho de pesquisa e produção de imagens, acompanhou o mapeamento dos diversos incêndios, sugerindo a tese de que existem interesses políticos e econômicos por traz destes eventos. Pelo caráter de denúncia fortemente presente no filme, pelo processo de mobilização feito a partir de financiamento coletivo, pelo desejo de contar esta história de forma militante, o júri decide conceder o prêmio de melhor filme de longa metragem a limpam com fogo, um filme político e esclarecedor.

Menção honrosa: Onildo Almeida – Groove Man de Helder Lopes (Recife- PE)

 

Mostra Brasil de curta-metragem

Melhor pôster: Irma - Era uma Vez no Sertão (Autor: Ayodê França)

Justificativa: Criativo, ótima organização visual e alta legibilidade tipográfica. Um cartaz esteticamente forte, atrativo e dialoga muito bem com o filme e o público.

Melhor atriz: Nash Laila do filme O Delírio é a Redenção dos Aflitos

Melhor ator: Tonico Pereira do filme O Vestido de Myriam

Melhor direção de arte: Camilla Lapa, Lorena Arouche e Guilherme Cavalcante do Filme Irma - Era uma Vez no Sertão

Melhor fotografia: Henrique Spencer do filme Frequências

Melhor roteiro: Boca Migotto do Filme Indo

Melhor direção: Eduardo Morotó do Filme Repulsa

Melhor filme júri popular: Frequências de Adalberto Oliveira (Olinda – PE)

Justificativa: Esta obra convida o expectador a duas dimensões muito bem retratadas: a contemplação e o engajamento social. Valendo-se de uma fotografia ímpar, movimentos precisos de câmera e uma excelente captação de som ambiente, em conjunto aos dois aspectos citados inicialmente, são razões que conduzem o júri popular a premiar Frequências de Adalberto Oliveira como melhor filme da mostra Brasil de curta-metragem.

Melhor filme: O Delírio é a Redenção dos Aflitos de Felipe Fernandes (Olinda – PE)

Justificativa: O filme traz, a partir do contexto do caos habitacional dos centros urbanos, a insegurança guiada a partir de um olhar feminino de solidão. Em todo momento é perceptível o encolhimento e a sensação de vulnerabilidade, que é um sentimento universal para quem vive nas grandes cidades. O curta é esteticamente interessante, o apartamento caótico, a loja onde a personagem trabalha e as cenas externas são bem próximas e realistas. A fotografia bem cuidada, principalmente as cenas com contrastes de sombra e pontos de luz, combinam perfeitamente com a narrativa tensa que vive a protagonista. A proposta de trazer o pesadelo desvinculado ao problema principal do filme, mas que se insere totalmente na conclusão, auxilia para um desfecho quase de contraponto, uma calmaria dentro do caos. O júri decide conceder o prêmio de melhor filme de curta-metragem da mostra Brasil. O Delírio é a Redenção dos Aflitos.

 

Mostra Agreste de curta-metragem

Melhor pôster: Sob o Delírio de Agosto (autor: Inventário Designer)

Justificativa: Ótima organização visual, legibilidade e estética. O cartaz mais criativo e atrativo da mostra.

Melhor atriz: Gabi da Pele Preta do filme Sob o Delírio de Agosto

Melhor ator: Bruno Goya do Filme Sob O Delírio de Agosto

Melhor direção de arte: Felipe Soares do filme Autofagia

Melhor fotografia: Felipe Soares do filme Autofagia

Melhor roteiro: Eder Deó do Filme Imerso

Melhor direção: Carlos Kamara e Karla Ferreira do Filme Sob o Delírio de Agosto

Melhor filme júri popular: Sob o Delírio de Agosto de Carlos Kamara e Karla Ferreira (Orobó – PE)

Justificativa: A obra tem um roteiro bem construído e não usa muitos diálogos. O que traz suspense ao filme é a trilha sonora em um tom sombrio. A fotografia é magnífica e a paleta de cores escolhida combina perfeitamente com o tom e a época em que a história é retratada. O filme traz uma experiência inovadora que unanimemente se destacou em relação aos outros, seja por sua precisão técnica ou pela construção narrativa, que ao invés de entregar explicações claras desvela sensações impactantes.

Melhor filme: Imerso de Eder Deó (Caruaru – PE)

Justificativa: o filme trata de um universo subjetivo, o da individualidade comunicando com clareza as ideias ao expectador. Uma escolha sensível do roteirista e diretor. É mais comum se falar a respeito do que está exposto, do que está a mostra. Difícil falar da solidão/ individualidade sendo tocada pelo outro. O curta cumpre a mensagem a que se propõe. Como ponto diferencial o curta sai da estética da seca e do homem do nordeste, criando um produto de linguagem universal. A metáfora da individualidade do nadador é madura e sofisticada.

 

Mostra Estudantil Universitária de curta metragem

Melhor pôster: Santana do Livramento (Autores: Palloma Paulino e Joanna Oj)

Justificativa: o mais inovador, rico na sua estética e simbologia e que estabelece uma ótima comunicação com o filme e com o seu público. 

Melhor atriz: Arary Marrocos do filme Santana do Livramento

Melhor ator: Rafael de Oliveira do Filme Bloody Mary

 

Melhor direção de arte: Gustavo Vieira do filme Bloody Mary

Melhor fotografia: Artur Rodrigues do filme Os Tristes Residentes do Circo Miserável

Melhor roteiro: Pedro Victor do Filme Bloody Mary

Melhor direção: Pedro Victor do Filme Bloody Mary

Melhor filme animação: Fim de Paulinho Silva (UFPE / Caruaru – PE)

 

Melhor filme documentário: Mamusebá – A Saga do Artista Popular de Wilker Medeiros (FAVIP / Caruaru – PE)

Melhor filme júri popular: Estação: A Cultura no Coração de Caruaru de Gabriella Paiva, Luis Enrique, Natália Barbosa E Stephannie Laís (UFPE  / Caruaru – PE)

Justificativa: O curta é um resgate, uma preservação, uma reflexão acerca de um dos pontos centrais de caruaru: a estação ferroviária. O filme se preocupa em absorver das pessoas que vivem e respiram a cultura daquele local todo lado agregador, o qual os cidadãos tem total e livre acesso para visitar. Com entrevistas de músicos, artistas de rua, vendedores, poetas, o curta simplesmente entrega ao público a verdade. Com uma fotografia simples e direta, edições bem feitas, belíssima montagem e finalização, o filme é digno de atenção da população caruaruense.

Melhor filme: Bloody Mary de Pedro Victor (UFPE / Caruaru – PE)

Justificativa: De forma divertida e sem abusar de recursos pirotécnicos de maquiagem ou efeitos especiais o curta faz uma excelente homenagem ao cinema, utilizando duas arenas (o balcão do bar e o banheiro). Dinâmico e com bons planos na direção.
gallery/apioadores_completa_2_red